Teorias do Arco da Velha
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quinta-feira, 1 de setembro de 2005

Teorias de Sebastião Salgado

Sebastião Salgado quer colocar o meio ambiente no debate global

PARQUE INDÍGENA DO XINGU, Mato Grosso (Reuters) - O fotógrafo Sebastião Salgado fez sua estreia num Quarup, uma importante cerimónia indígena que aconteceu no início de Agosto, no Alto Xingu. Integrado à vida da aldeia e aos índios, como se fosse um velho convidado, Salgado veio fotografar para seu novo projecto internacional, chamado "Génesis".
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O novo projecto de Salgado representa, de certa forma, um retorno às origens, com o olhar voltado para a natureza, tribos remotas e formas de comunidades antigas, que ele denomina de antropologia planetária. Mas "Génesis" também traz um novo elemento para sua carreira: "Pela primeira vez decidi fotografar outro animal, além do homem", disse em entrevista à Reuters.

De máquina em punho, a harmonia com os animais não tem sido um grande desafio para ele, pois logo sentiu que a aproximação pode ser feita da mesma forma que com os humanos.
"Se você chega na altura deles, eles te aceitam e você pode se aproximar", disse. Com entusiasmo, lembra como abordou as tartarugas gigantes em Galápagos. "Se você chegar em pé, elas saem, se você chegar de joelhos, na altura delas, te aceitam."

Com o mesmo carinho fala da baleia franca austral, que fotografou na Península Valdez (Patagónia), ou do albatroz, em Galápagos, locais para onde o projecto já o levou, como a Antártida ou a África (Congo, Ruanda e Uganda), continente para onde voltará depois da passagem pelo Parque Indígena do Xingu.
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O projecto está planeado para durar oito anos e deve render livros e exposições.

Em busca do equilíbrio
Salgado, que nasceu em Minas Gerais e vive actualmente em Paris, já fotografou a fome em África, os carvoeiros do Centro-Oeste brasileiro, campos de refugiados e migrantes de 43 países que trocaram o campo pelas cidades. Agora, com "Génesis", Salgado quer tentar reconectar essa humanidade com o seu planeta.

"Numa sociedade urbana, em que tentamos nos sentir cada vez mais racionais, nós perdemos o equilíbrio", afirmou. "Vivemos em desarmonia com o universo, como se nós não fôssemos parte dele."

A preocupação com o meio ambiente, que motivou o projecto, já deu frutos no Brasil, onde o fotógrafo criou o Instituto Terra, que está a promover o replantio de 160 espécies diferentes na região da Mata Atlântica.

Ao mesmo tempo, o atual projecto envolve um programa educacional que será lançado, com a UNESCO, em escolas brasileiras em Março. "Acho que vai dar certo levar esse assunto à escola. A megadiversidade do planeta é uma questão global. O que se fizer aqui no Xingu, pode se refletir na China", disse. (...)
Maria Pia Palermo/Reuters

Curiosidades:
Génesis, projecto programado para durar oito anos, iniciou-se em 2003!

O célebre fotógrafo brasileiro viveu em Portugal em 1974/75 e dá conta da experiência da Revolução no livro
Um Fotógrafo em Abril.

Para ver algumas fotos de Salgado é só clicar...
Êxodos e O Mundo da Maioria

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